Extrair petróleo, inserir CO2 e, conseqüentemente, diminuir o efeito estufa. É nessa linha de trabalho que a companhia Petrobras investe em pesquisa para aplicação sobre seus campos petrolíferos ao redor do mundo. Entretanto, suspeitas de vazamento das moléculas de dióxido de carbono no ar, contribuindo ainda mais para o aquecimento global, preocupam a empresa que investe em projetos com institutos e laboratórios para monitorar tal fato.
Mas como surgem essas suspeitas? A Petrobrás extrai o petróleo do solo. No local onde havia essa substância fica um espaço vazio no qual é injetado CO2 até sua pressão aumentar, impedindo que vá para atmosfera e cause adversidades.
Com essa problemática, a Petrobrás reuniu o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Centro de Excelência em Armazenamento de Carbono (CEPAC), o Laboratório de Tratamento de Imagem e Geoprocessamento (LTIG) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em um projeto de análise metodológica para caracterizar e mapear o espaço físico de áreas em campos de exploração de petróleo onde o CO2é introduzido.
É a primeira pesquisa de âmbito nacional que o Laboratório de Geoprocessamento atua desde sua criação em 1995. Localizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o LTIG integra a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, mais precisamente, pertence ao Departamento de Geografia da instituição. Ele tem por objetivo atender as unidades da universidade como as faculdades e o museu de ciências. Para o coordenador do laboratório, o professor Régis Alexandre Lahm, "esse projeto metodológico, se funcionar, poderá ser aplicado a outros lugares" prognostica. Lahm é formado em geografia com mestrado em sensoriamento remoto. "O objetivo desse projeto é analisar, através de imagens de satélites, o estresse da vegetação para procurar possíveis vazamentos com comparações temporais dos solos em questão. Graças a Petrobras, obtivemos imagens de satélites como do Hyperon, Cbers e Landsat, entre outros, para desenvolvermos nossas pesquisas", e conclui: "Sem dúvida, é uma grande oportunidade para verificar técnicas de sensoriamento remoto com o objetivo de auxiliar buscas que, nesse caso, por exemplo, é monitorar o CO2". O LTIG conta hoje com um técnico de geoprocessamento, um bolsista, um estagiário, além da coordenação do professor Régis Lahm. O laboratório trabalha também com análises para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do RS (Fapergs).
O projeto da Petrobras teve seu início no dia 30 de junho deste ano e tem previsão de duração de 18 meses. |